terça-feira, 29 de setembro de 2009

O Sucesso Consiste Em Não Fazer Inimigos


O Sucesso Consiste Em Não Fazer Inimigos
(Max Gehringer)


Nas relações humanas, no trabalho, existem apenas 3 regras básicas

Regra número 01: colegas passam, mas inimigos são para sempre. A chance de uma pessoa se lembrar de um favor que você fez a ela vai diminuindo à taxa de 20% ao ano. Cinco anos depois, o favor será esquecido. Não adianta mais cobrar. Mas a chance de alguém se lembrar de uma desfeita se mantém estável, não importa quanto tempo passe. Exemplo: se você estendeu a mão para cumprimentar alguém em 1997 e a pessoa ignorou sua mão estendida, você ainda se lembra disso em 2007.

Regra número 02: a importância de um favor diminui com o tempo, enquanto a importância de uma desfeita aumenta. Favor é como um investimento de curto prazo. Desfeita é como um empréstimo de longo prazo. Um dia, ele será cobrado, e com juros.

Regra número 03: um colega não é um amigo. Colega é aquela pessoa que, durante algum tempo, parece um amigo. Muitas vezes, até parece o melhor amigo. Mas isso só dura até um dos dois mudar de emprego. Amigo é aquela pessoa que liga ou envia um e-mail para perguntar se você está precisando de alguma coisa. Um ex-colega que parecia amigo é aquela pessoa que você liga para pedir alguma coisa, e ela manda dizer que, no momento, não pode atender.

Durante sua carreira, uma pessoa normal terá a impressão de que fez um milhão de amigos e apenas meia dúzia de inimigos. Estatisticamente, isso parece ótimo. Mas, não é. A "Lei da Perversidade Profissional" diz que, no futuro, quando você precisar de ajuda, é provável que quem mais lhe poderá ajudar será exatamente um daqueles poucos inimigos.

Portanto, profissionalmente falando, e pensando em longo prazo, o sucesso consiste, principalmente, em evitar fazer inimigos. Porque, por uma infeliz coincidência biológica, os poucos inimigos são exatamente aqueles que têm boa memória.




segunda-feira, 7 de setembro de 2009

28.08.2009

Democracia

Milton Monti defende a liberdade de expressão em discurso na Câmara

Deputado afirma que Congresso tem inúmeras propostas que restringem a publicidade brasileira e isso prejudica a autonomia dos meios de comunicação

Presidente da Frente Parlamentar da Comunicação Social, o deputado federal Milton Monti discursou no plenário da Câmara e advertiu: restringir a publicidade veiculada nos meios de comunicação pode colocar em risco a liberdade de expressão. Para Milton Monti, seu compromisso com a estabilidade da democracia o leva a repudiar as ações que ameacem a liberdade de expressão na imprensa. Citando o exemplo recente de censura ao jornal O Estado de São Paulo, Milton Monti diz: “a liberdade de manifestar o pensamento é um bem inalienável, construído em milhares de anos de história da civilização”.

O deputado defendeu, ainda, que não pretende eximir os meios de comunicação da obrigação e responsabilidade de tratar a informação com verdade e ética. Porém, reafirmou que esse compromisso com a informação e com os leitores não justificaria uma decisão judicial que coloque em xeque as liberdades individuais e de privacidade, conforme está previsto na Constituição Brasileira.

Publicidade

No Congresso Nacional, lembra o deputado, há inúmeras propostas de lei limitando a atuação do mercado publicitário e sua relação com os veículos de comunicação (rádio, jornal, revista, televisão, internet e outros). Milton Monti diz que respeita o direito de os parlamentares proporem novas leis sobre os temas de interesse nacional, mas ressalta que cada proposta merece análise com profundidade.

Lembrando que a Constituição Federal permite regulamentação específica apenas da propaganda de tabaco, álcool, medicamentos, agrotóxicos e terapias, o deputado paulista avalia que isso não significa ampliar indiscriminadamente a proibição a tudo. Devemos preservar o consumidor de abusos e a auto-regulamentação tem se mostrado eficaz para tanto.

Para ele, limitar a liberdade de propaganda e publicidade reflete na autonomia financeira das empresas de comunicação e isso coloca em risco a liberdade de expressão e a independência editorial. Na avaliação de Milton Monti, há uma tendência a extrapolar esses limites para coibir qualquer tipo de publicidade, como se ela fosse responsável pelos padrões de conduta da sociedade. “Não é bem assim. Há questões mais profundas e complexas do que as colocadas como argumento para defender a proibição da propaganda”, reforça. Para ele, não se pode defender a tutela do Estado sobre o cidadão e sim que a população tenha acesso verdadeiro a educação e cultura para discernir qual caminho escolher.

Da tribuna da Câmara, o deputado citou como exemplo a proibição total e irrestrita da publicidade de brinquedos. Os que defendem essa proibição, explicou Milton Monti, alegavam que as crianças cujos pais não pudessem comprar os brinquedos veriam seus pais como carrascos. Para o deputado, esse momento pode ser educativo e os pais teriam a oportunidade de mostrar aos filhos que a vida também é feita de limites. “Não se pode criar as pessoas em redomas de vidro, porque, quando crescerem e se depararem com um mundo difícil, competitivo, vão ter dificuldades”, lembra.